Os segredos das calopsitas. Confira!

CalopsitaCom o jeito esperto e brincalhão, as calopsitas vêm conquistando admiradores e se transformando em uma opção para quem quer ter um pequeno animal de estimação em casa. Tidas como animais domésticos pela legislação brasileira, essas aves exóticas interagem bem com os seres humanos e são uma das espécies mais procuradas. Nas redes sociais, algumas ficam famosas fazendo poses, cantando, tomando banho e imitando sirenes e campainhas. Mas, como todo pet, é importante pesquisar sobre as características de cada bichinho antes de adquiri-lo.  Apesar da fama de serem mansas, algumas calopsitas não são nada sociáveis.  O que vai moldar o seu temperamento é o contato direto que a ave tem com pessoas desde filhote. “Não acredito em Calopsita amansada, por isso recomendo que o cliente adquira a ave a partir dos três meses de idade, quando já está independente e pronta para se adaptar ao seu dono”, diz Raquel Munayer Solto Bernardes, proprietária do Villazoo Criatório. O preço médio da ave varia de R$ 190 a R$ 600, e quanto mais exótica, mais cara. “A variação de cores, a carga genétia e o sexo, tudo influencia para definir o seu valor comercial”, explica. As vantagens de se ter uma dessas pequenas notáveis, é que além de ocupar pouco espaço, elas possuem um menor custo de manutenção que os cães e gatos. No entanto, para que vivam sempre felizes e tenham qualidade de vida, as aves precisam de uma boa alimentação e de acompanhamento veterinário. A base da dieta de uma Calopsita deve ser ração extrusada desenvolvida para a espécie, e uma mistura de sementes de qualidade como o alpiste, a aveia e o arroz cateto. Também é recomendado dar frutas, verduras e legumes, além de água potável à vontade.

Fonte: Revista Encontro

Anúncios

Aprovado projeto que prevê punição para maus-tratos aos animais

animais-abandonados

O Projeto de Lei (PL) 2.856, de 2015, que trata da prática de maus-tratos contra animais em Minas Gerais e especifica punições para esses casos, foi aprovado pelo plenário da Assembleia Legislativa (ALMG) em 2° turno. A proposta, dos deputados Fred Costa (PEN) e Noraldino Júnior (PSC), passou com as modificações aprovadas em 1º turno. Agora, o PL seguirá para sanção do governador Fernando Pimentel.

A proposição define que estão sujeitas às sanções todas as pessoas, inclusive os detentores de função pública, civil ou militar, e as organizações sociais ou empresas, com ou sem fins lucrativos, de caráter privado ou público, instaladas no estado. Trata, ainda, de disposições referentes à abertura de processo administrativo e estabelece critérios de acatamento de denúncias.

O texto aprovado altera o rol de atos considerados como maus-tratos. Retira da lista a sujeição do animal à prestação comercial de serviço de guarda, segurança ou vigilância patrimonial privada, mas, por outro lado, acrescenta que serão consideradas maus-tratos as ações ou omissões assim atestadas por médico veterinário.

Também estão previstos como maus-tratos aos animais: privá-los da liberdade de movimentos que lhes são próprios; mantê-los em lugares anti-higiênicos e que lhes impeçam a respiração, o descanso ou os privem de ar ou luz; abandoná-los; e mantê-los com outros que os aterrorizem ou molestem.

Quanto a sanções, a proposta estabelece que o infrator ficará sujeito àquelas previstas no artigo 16 da Lei 7.772, de 1980, que trata da proteção, conservação e melhoria do meio ambiente.

Além disso, segundo o texto aprovado, na aplicação de multa simples, serão observados os limites de R$ 3 mil para maus-tratos; R$ 5 mil para maus-tratos que acarretem lesão ao animal; e R$ 10 mil para maus-tratos que acarretem óbito do animal.

Por último, o projeto prevê que, no caso de ação ou omissão que implique maus-tratos contra mais de um animal, a multa simples pela infração poderá ter seu valor majorado em até um sexto. E que as despesas com assistência veterinária e demais gastos decorrentes de maus-tratos de que trata a lei serão de responsabilidade do infrator, na forma do Código Civil.

(com Assessoria da ALMG)

Fonte: Revista Encontro

 

Invadir domicílio para salvar animal vítima de maus-tratos é crime?

cao_preso

Desrespeitar a natureza do animal, mantendo-o acorrentado, sem espaço para circular, sem alimentação adequada, sem proteção do sol , chuva e vento, espancá-lo é crime de maus-tratos, previsto por lei, e deve ser denunciado. Foto: reprodução/internet

A agonia de ouvir os gritos de socorro de um ser humano, é a mesma de ouvir latidos, uivos ou ganidos desesperados de animais vítimas de maus-tratos. Totalmente indefesos e à mercê de seus proprietários, muitos morrem covardemente após dias de fome, sede, espancamentos, acorrentados sob sol e chuva e, não raras as vezes, sendo comidos vivos por bicheiras e doenças. A única chance que eles têm  é a iniciativa de algum vizinho ou alguém próximo para libertá-los de tamanho sofrimento. Ao mesmo tempo em que, ignorar o fato, é o mesmo que ser conivente com o crime e a barbárie. A constituição brasileira, em seu artigo 5º, XI, é clara:  “A casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial”. Não havendo em nosso ordenamento jurídico nada que impeça a prestação de socorro seja a humanos ou a animais. Qualquer restrição ao texto fere os ditames do artigo 225, §1º, inciso VII, onde fica  claro que é dever do poder público coibir qualquer prática que submeta os animais à crueldade humana. O código penal, em seu artigo 150, §3º, inciso II, afirma “não constituir crime a entrada ou permanência em casa alheia ou em suas dependências, a qualquer hora do dia ou da noite, quando algum crime está sendo ali praticado ou na iminência de o ser”. Contudo, para que não seja configurada a violação de domicílio, faz-se necessário adotar algumas medidas preventivas, entre elas estar acompanhado de duas testemunhas e lavrar um termo descrevendo as condições em que o animal se encontrava, assinando e colhendo assinatura de todos os presentes na ocasião. Fotos e vídeos também comprovam os fatos. Na sequência, dirija-se a um posto policial  para fazer o boletim de ocorrência (BO), mediante o qual os autores do resgate estarão resguardados e será apurado crime de maus-tratos. Caso seja necessário, encaminhe o animal para atendimento veterinário. “Manter-se inerte diante de um ato de maus-tratos é conduta moralmente censurável, que só faz crescer a audácia do malfeitor“, afirma o promotor de justiça de São José dos Campos (São Paulo), Laerte Fernando Levai, na obra intitulada Direito dos Animais.

Fonte: http://www.anda.jor.br/

Na China cães servem de alimento, na Índia as vacas são sagradas, e no Brasil?

china

Animais presos em gaiolas aguardam morte cruel: serão espancados e queimados vivos. Foto: Andy Wong/Associated Press

Trinta e oito anos após ser proclamada a Declaração Universal dos Direitos dos Animais da Unesco (1978), que considera que o respeito dos homens pelos animais está diretamente ligado ao respeito por seu semelhante; e que todos os animais nascem iguais diante da vida e têm o mesmo direito à existência,  o massacre de cães na cidade de Yulin, ao sul da China, segue causando repúdio mundial. A crueldade que cerca o festival de carne de cachorros ultrapassa todos os níveis de desumanidade. Estima-se que entre 10 e 20 milhões de cães sejam abatidos anualmente. Muitos deles, bichos de estimação roubados e é claro, animais que vivem nas ruas. Após serem aprisionados em gaiolas minúsculas, sem água ou comida, o destino de todos é um só: morrer a porretadas ou queimados vivos. Inacreditavelmente, a alegação é que a morte sob tortura torna a carne ainda mais saborosa. Autoridades locais, afirmam que o festival  não é oficialmente reconhecido pelo governo, no entanto, não o impedem. Nem mesmo o risco de contrair doenças como raiva e cólera põe fim à matança. Não por acaso, a cidade está entre as dez do país com maior incidência de raiva humana, doença que não tem cura.

India Sangam

Na Índia as vacas são animais sagrados para os Hindus. Foto: AP Photo/Rajesh Kumar Singh

Em contrapartida, na Índia a vaca é tida como sagrada pelos hindus e circula livremente nas ruas das principais cidades do país. Segundo as crenças locais, o animal serve de montaria a um de seus deuses mais populares, o Shiva, além de ser símbolo de fertilidade. No Brasil, o mesmo animal possui uma das carnes mais consumidas pela população e, muitas vezes, também é abatido de forma cruel. Também muito apreciado por aqui, o consumo de carne de porco é proibido entre os muçulmanos, que rechaçam a carne de animais predadores, como o leão, tigre, leopardo, víboras, gatos, cachorros, ratos, entre outros, considerados impuros.

transporte

Na indústria da carne animais nascem e morrem confinados sem nunca ter estado em seu habitat natural

Obviamente que desde os primórdios as civilizações são constituídas por crenças, costumes , valores e religiões que norteiam suas atividades. Contudo, a evolução do ser humano exige que práticas que incitem a crueldade, a  violência e a falta de caridade para com todos os seres vivos sejam extirpadas. A indústria da carne não é menos cruel que o festival de carne de cachorros que ocorre na China. Nela, animais antes criados livres em quintais e fazendas, como bois, galinhas e porcos, nascem e morrem confinados, presos a ferros com um único objetivo: o lucro. Seriam vidas menos dignas de respeito? Mesmo no Brasil, tido como um dos países que mais adoram cães e gatos, os maus-tratos são constantes. Cavalos são explorados até a morte, animais silvestres são contrabandeados e trancafiados em gaiolas, e mesmo os animais de estimação são abandonados à própria sorte. Isso sem falar em programas de culinária e chefes de cozinha que exibem o abate de suas vítimas sem o mínimo respeito à vida ou ao alimento, e até posam com corpos de porquinhos para fotos. Até quando seremos coniventes com tanta covardia? Quem nos outorgou o direito de escravizar tantas vidas?

Animais também sentem frio: saiba como protegê-los nesse inverno

16729353

No inverno, animais de rua também precisam ser protegidos contra o frio.  Iniciativas como essa, em um posto de gasolina, são muito bem-vindas

Sim, os animais também sentem frio. Parece até brincadeira, mas ainda hoje, muita gente alega que os bichos não sofrem com as baixas temperaturas, afinal, possuem pelos que os protegem. Ledo engano,  e que traz graves consequências. Cães e gatos, assim como todos os mamíferos e aves, são da categoria dos animais de sangue quente (ou homeotérmicos) e, assim como as pessoas, mantêm a temperatura constante, independente do ambiente externo. O que não significa que não precisam de proteção. No inverno, o risco de hipotermia é enorme, processo que acontece quando a temperatura corporal do animal cai consideravelmente, sendo grave abaixo dos 28° C e moderado até os 35° C. O ideal é entre 37,5° C e 39° C. Entre as doenças mais comuns nesse período estão a tosse dos canis e a cinomose – altamente contagiosas -, as bronquites e pneumonias. Além das doenças respiratórias, as doenças osteoarticulares como artrites, artroses e doenças degenerativas dos discos intervertebrais também se agravam, gerando dor e incômodo.

casinhas

Casinhas improvisadas, feitas de papelão, protegem animais de rua no inverno

Já na categoria dos animais pecilotérmicos ou ectotérmicos (animais de sangue frio), em que a temperatura corporal varia de acordo com o ambiente, estão os peixes e répteis, entre eles tartarugas, cobras e camaleões. Estes dependem do calor do ambiente externo para regular a temperatura do corpo. Daí a importância de saber qual a temperatura ideal para cada espécie, introduzindo aquecedores nos terrários e tendo o cuidado de manter lâmpadas acesas, mas distantes dos animais para que não se queimem. Para garantir a saúde dos animais nesta época, as medidas preventivas são simples: vacinação em dia, higienização contra parasitas, alimentação de qualidade e proteção contra as baixas temperaturas. Uma boa ração é fundamental para que o organismo produza energia suficiente para manter o corpo aquecido.  O uso de roupas é indicado para cães, mas sem exageros. Já os gatos aceitam também tocas, mas roupas nem pensar. Auxiliar os animais de rua nesse período, é uma questão de caridade. Iniciativas como o uso de bacias de plástico com tapetes, cobertores velhos, caixas de papelão e jornais para aquecê-los, ajudam a salvar muitas vidas. Compartilhe essa ideia!

20150716143211121029a

Fonte: Revista Encontro

Justiça proíbe manifestação contra maus-tratos, e o Mercado Central segue infringindo a lei

20160612124326289904a

Ativistas da causa animal são proibidos de manifestar contra os maus-tratos no Mercado Central de Belo Horizonte. Foto: divulgação/Caio Diogo

Segundo a Constituição Federal de 1998, artigo 5º, que trata dos direitos e garantias fundamentais, é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato. A liberdade de expressão é direito de qualquer indivíduo de manifestar livremente suas ideias, opiniões e pensamentos, sem medo de censura ou retaliações. É um conceito fundamental nas democracias, previsto também na Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948. No entanto, em Belo Horizonte (MG), parece que as leis não se aplicam a todos. No último dia 12 de junho, um grupo de manifestantes que atuam na defesa dos animais e protestam contra os maus-tratos no Mercado Central, foram informados pela Polícia Militar (PM) da existência de ofício expedido pela Justiça proibindo a manifestação. O documento estabelecia multa de R$ 10 mil em caso de descumprimento. “Essa é uma curva da lei que proíbe manifestações democráticas. Por outro lado, é uma curva que tem permitido o comércio de alimentos perto de locais com animais”, disse o veterinário Gilson Dias Rodrigues. Há três anos, no dia 10 de novembro de 2013, um grupo de ativistas que se dirigiu em manifestação pacífica ao Mercado, também foi informado que os dirigentes do local tinham conseguido uma liminar  – em menos de uma semana – proibindo sua aproximação. “O detalhe é que o evento só ocorreu após autorização prévia de todos os órgãos competentes, considerando que segundo a constituição brasileira, é livre a manifestação do pensamento”, diz a veterinária Marcela Ortiz.

O mais curioso é que, em 15 de janeiro de 2015 foi aprovada e publicada lei que proíbe a venda e exposição de animais em vitrines e gaiolas em estabelecimentos comerciais, como pet shops, clínicas veterinárias, parques de exposições e feiras agropecuárias. O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) publicou a Resolução 1069/2014, considerando que a exposição, manutenção, higiene, estética e venda ou doação de animais em estabelecimentos comerciais é uma prática comum no país e que estes procedimentos afetam o bem-estar animal. Contudo, o comércio de animais no Mercado Central continua, inclusive, no mesmo ambiente onde são vendidos inúmeros alimentos. Com isso, doenças extremamente contagiosas como a parvovirose e a cinomose são espalhadas através do contato com os dejetos dos animais e secreções, e até mesmo pelo ar, contaminando  inclusive os alimentos que possuem o carimbo do Serviço de Inspeção Federal (SIF) que garante a qualidade do produto. “Lamentavelmente, as autoridades continuam fingindo não ver o que acontece no Mercado Central”, diz a advogada Fernanda  Bouchardet, especialista em direitos animais.

 

Em Florestal, pais protestam contra creche que quer dar pintinhos de presente às crianças

Pinto-Frango-e-Galinha-20150807204747

Pintinhos vivos dados como presente para crianças de creche: segundo a promotoria de justiça da região, a prática constitui crime de maus-tratos

 

Na cidade de Florestal (MG), localizada a 63 quilômetros da capital mineira, a decisão da Creche Municipal Professor Stélio Mendes Barroca de enviar pintinhos vivos de presente para as crianças, provocou revolta aos pais. A denúncia foi feita junto à Polícia Ambiental da cidade de Pará de Minas (MG), que encaminhou o caso ao Ministério Público. Em carta, os pais declararam repúdio ao ato, no entanto, a instituição insistiu no objetivo, com a seguinte alegação. “Temos dados concretos que sobrevivem uma média de 90% dos pintinhos levados para casa. Pensamos ser uma boa estatística, se levarmos em conta que todos os pintinhos são refugos para as granjas, ou seja, destinados ao sacrifício”. Contudo, a promotoria de justiça da região entendeu que a prática constitui maus-tratos. De acordo com a lei 9.605/98, artigo 32, parágrafo primeiro, praticar ato de abuso, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos, ainda que para fins didáticos ou científicos, incorre em crime, com pena de detenção de três meses a um ano e multa. No caso, em específico, as crianças possuem em média 5 anos de idade. Como poderão ter a guarda responsável desses animais? Lembrando que tratam-se de vidas, e como tal, não devem ser impostas e sim acolhidas de comum acordo para que tenham os seus direitos fundamentais garantidos.

13435890_10210101803770706_1820184922_n

Carta enviada pela creche, em resposta à indignação dos pais